O Espelho do Eu
O filósofo espanhol George Santayana explicava que não nos deveríamos importar com o que os outros pensam de nós, mas que – quando efetivamente sabemos o que os outros pensam de nós - isso marca profundamente aquilo que pensamos de nós mesmos. Ao chegar aos 40, a meta que simbolicamente marca a passagem para a outra metade, seria suposto deixarmos de nos preocupar com uma série de coisas. Por exemplo, deveríamos encarar com alguma leveza a passagem efémera de outros caminhantes pela nossa vida. A equação é de primeiro grau: as pessoas entram nas nossas vidas, interagem connosco e saem. Qual é então a variável? Se é um fluxo natural, porque motivo essas pessoas vão então deixando a sua marca no conceito que tenho de mim? Por que razão tenho esta tendência auto-punidora de achar que fiz alguma coisa de errado? Não seria mais fácil revestir-me da sageza do nada-acontece-por-acaso? Pois é... Tanta filosofia que faz sentido mas que não consigo aplicar em mim! Lembro-me que, ...