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O "regresso" de Alanis Morissette

[Estou a ouvir “Ironic”, Alanis Morissette] Quem me conhece ou acompanha este blogue sabe o quanto aprecio cantoras canadianas. Alanis Morissette não é excepção. Depois do estrondoso sucesso de Jagged Little Pill (já lá vão uns aninhos…), com músicas como You Oughta Know (sim, essa mesmo, a que servia para descarregar a raiva…) e as divertidas Head Over Feet e Ironic, depois de Uninvited que integrou as bandas sonoras da Cidade dos Anjos, do álbum Supposed Former Infatuation Junkie (quem não se lembra das músicas Thank U e That I would be good?), de alguns trabalhos que passaram mais ou menos desapercebidos (Under Rug Swept, Feast on Scraps e So-called chaos), chegou este ano o tão esperado novo trabalho de AM: Flavors of Entanglement. Enredos, complicações ou confusões à parte, este álbum é simplesmente delicioso, reflectindo na perfeição a maturidade da cantora, tanto a nível vocal/musical, como a nível das letras. Ninguém fica indiferente a este Not as We que serve de cartão-de-visi...

Leituras e escrituras de uma filha única

[estou a ouvir “Come away with me”, Norah Jones] Durante longos anos, a escrita – a minha escrita - foi para mim assunto tabu. Consigo precisar no tempo quando deixou de o ser e, acreditem, não foi há muito tempo. Devoro livros desde criança. Até hoje, leio um pouco de tudo e, confesso, por vezes sem grandes critérios. Creio que este hábito me vem do facto de ser filha única e de ter sido uma criança muito tímida. Fui uma leitora muito precoce. Aos 8-9 anos já tinha lido as colecções inteiras da Enid Blyton e da Laura Ingalls Wilder (o que se lia na altura…). Por conseguinte, também comecei a escrever cedo. Devia ter também uns 8 ou 9 anos quando a minha mãe teve de ser hospitalizada e eu fiquei em casa da minha melhor amiga, a Valérie. Por essa altura, começámos a escrever um “diário partilhado”. Um dia escrevia eu, outro dia ela. Quando regressei a Portugal, ela ficou com o dito diário. Entretanto, ela mudou de residência e eu perdi-lhe o rasto. O que eu daria para revê-la e para rel...

Mamma Mia!

[estou a ouvir “The winner takes it all”, ABBA] Finalmente, arranjei um tempinho para ir ver o Mamma Mia ao cinema. Não podia deixar de ir: adoro musicais e sou fã da Merryl Streep. Nunca pensei foi ir para uma sala de cinema cantar! Contagiante! Já é sabido que Streep é maleável. Já a vimos em todos os papéis: desde em dramáticos (As Pontes de Maddison County, África Minha e tantos outros) às comédias mais duvidosas (A Morte fica-vos tão bem…). O seu desempenho em Mamma Mia é fabuloso! A não perder. Gostei da voz da personagem Sophie (Amanda Seyfried). Fiquei com vontade de ir à Grécia. Deixo uma palavra de louvor à Isabel Monteiro que traduziu e legendou. Não foi tarefa fácil. Não, não vos deixo um trailer do filme. Deixo-vos mais uma memória. Só queria um doce pelo número de vezes que cantei isto em dueto com o meu pai. Fernando. O doce nome do meu pai.

Zero Assoluto

[Estou a ouvir “Semplicemente”, Zero Assoluto] Sim, é verdade, estou a ouvir “Vozes Masculinas”… Uma amiga minha, apaixonada por música italiana, deu-me a conhecer esta formação musical que eu desconhecia em “Assoluto” (que sonoridade tem esta língua!). Aliás, aproveito para agradecer a todos aqueles que, não tendo uma identidade do Google ou do Blogger criada, me enviam comentários por e-mail. A partilha de gostos musicais é o objectivo primeiro deste blogue. Deixo-vos com um teledisco deste grupo que conta com a participação especial de Nelly Furtado. Não gosto especialmente da cantora açoriana, mas… uma Voz Feminina fica sempre bem. N’importe où…

Por enquanto...

Enquanto a poeira das ideias não assenta… Enquanto não me solto das correntes do verbo exuberante… Entrego-me à simplicidade das memórias. Partilho fragmentos de uma existência animada pela paixão da música. Uma tarde, rabisquei à pressa num pedacito de papel duas estrofes desta música e saí. Deixei o recado sobre a mesa da sala, e saí. Para mais um trabalho, mais uma separação. Mesmo após 18 anos! Metade da minha existência…

Sheryl Crow e Lullabies

[estou a ouvir “Strong enough”, Sheryl Crow] Um amigo enviou-me esta pérola (vídeo abaixo) da Sheryl Crow. É parte integrante do último trabalho da cantora, o álbum “Detours” (2008). Óptima combinação: a voz melodiosa de Crow e uma Lullabye. Sempre gostei de Lullabies. Quando a minha filha nasceu, comprei um CD chamado “Nature’s Lullabies”, um misto de sons da natureza com voz e guitarra acústica de Kathy Thompson. Delicioso! A pequenita adorava! Hoje, continuo a ouvir o CD frequentemente nas minhas sessões de meditação. Esta música, Lullabye for Wyatt, terá sido escrita para o seu filho adoptivo com Lance Armstrong. É incrível o que os nossos rebentos podem inspirar! É sabido que Sheryl Crow tem passado por momentos menos bons: a ruptura com Lance Armstrong, o cancro da mama, etc., mas voltou em força! Esta é para a minha amiga Phil.

Concerto de Madonna

[estou a ouvir “Frozen”, Madonna] Até ontem, não conseguia explicar objectivamente porque gosto de Madonna. À primeira vista, não tem muito a ver comigo: não tem uma voz excepcional e eu gosto de vozes excepcionais. Contudo, à excepção do último trabalho que não me diz muito, a verdade é que sempre gostei de Madonna e, como tal, fiz questão de marcar presença no Parque da Bela Vista, no passado Domingo. Digo de passagem que não sou muito apologista dos concertos “ao ar livre”. Não sei se por questões acústicas, de logística ou outras, a verdade é que prefiro os concertos em recintos fechados. Lembro-me que, por volta dos meus 16, 17 anos, era fã incondicional dos Madredeus. Até assistir a um concerto deles ao ar livre… Vou saltar a parte do espectáculo, inegavelmente fantástico, e da minha admiração pela mulher de 50 anos que salta à corda em palco como uma teenager de 12. Muito se tem dito sobre isso nos últimos dias. Pessoalmente, teria escolhido um alinhamento diferente. Ficaram de ...